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Sobre ser Mãe e ser Mulher

Atualizado: 9 de mai. de 2025


mãe com um bebê nas mãos
A verdade que ninguém fala

Estamos há alguns dias de comemorar o Dia das Mães e não poderia deixar de trazer algumas reflexões sobre SER mãe e SER mulher!

Não nascemos com manual de instruções – nossas mães sofreram as mesmas dores que nós, quando nos tornamos mães, talvez com algum peso a mais, já que as gerações passadas foram bem mais cruéis com o papel da mulher.

Hoje, com a maturidade e a consciência que tenho, digo com toda certeza: se eu tivesse esse conhecimento sobre mentalidade, expansão de consciência e espiritualidade que tenho hoje, quando minha filha nasceu, eu nunca – repito, NUNCA – teria ido ao banheiro fazer minhas necessidades com ela no colo ou agarrada na barra da minha calça. Hoje eu sei, com toda clareza, que ela não morreria se ficasse cinco minutos esperando do lado de fora. Mas a questão aqui não é ela morrer ou se machucar... É o quanto nos deixamos de lado em questões tão básicas que a maternidade traz à tona e esfrega na nossa cara com o véu da ilusão de que precisamos ser mães perfeitas e zelosas o tempo inteiro.



mulher cansada deitada
Maternidade Real

Mães, nos primeiros meses de suas crias, ficam esgotadas, drenadas, desfiguradas – e aqui estou falando de maternidade real, não de maternidade idealizada, nem de comercial de margarina. Ou melhor, não de vidas como a da Virginia Fonseca que, fala sério, a mulher parece perfeita em qualquer situação!

E não importa se você teve rede de apoio ou não. O peso da maternidade é cruel. Não vemos homens com depressão pós-parto! Por que será?


Esse é o ponto que mais grita: ninguém preparou a mulher para esse papel multifacetado e solitário, onde ela é mãe, mas continua sendo corpo, alma, emoção, sonho, cansaço e desejo. A maternidade escancara todas as nossas feridas de infância, ativa gatilhos ancestrais e nos convoca, mesmo sem aviso prévio, para a missão mais desafiadora da existência: a de se reconstruir enquanto se constrói um novo ser.

E quando falamos em reconstrução, precisamos falar também da nossa sexualidade, tão esquecida e negligenciada depois que nos tornamos mães.

É como se o mundo dissesse: "Agora você é mãe, logo, não pode mais ser mulher inteira". E a gente acredita. A libido muda, os hormônios oscilam, o corpo muda e a mente vive em alerta. E com isso, vem a culpa por não ter vontade, o medo de não ser mais desejada, a insegurança diante do próprio espelho.Quantas de nós olhamos para o nosso corpo pós-parto com dureza, com vergonha, com comparação?

O tempo passa, e com ele os hormônios dançam em outro ritmo – vem a perimenopausa, a menopausa, a oscilação emocional, o ressecamento, a fadiga… E de novo nos perguntamos: “Cadê aquela mulher que eu era antes?”


mulher se olhando no espelho
Quem você vê quando se olha no espelho?

Mas talvez a pergunta mais importante seja: E quem é a mulher que eu posso me permitir ser agora?

Não para voltar a ser como antes, mas para se aceitar como é agora – mais inteira, mais sábia, mais conectada com seu tempo interno.

A sexualidade feminina não é linear, não é performática, não precisa estar disponível o tempo todo. Ela é cíclica, sensível e precisa de acolhimento. E sabe o que ajuda muito nesse reencontro com o prazer de ser quem você é?

Um óleo vegetal com óleo essencial de ylang ylang e gerânio para auto-massagem amorosa no ventre e no coração. O uso consciente de cristais como a pedra-da-lua ou a rodocrosita para equilibrar emoções e hormônios femininos. Um tempo para si – para dançar, se tocar, sentir a pele, reconectar-se com o corpo como templo, e não como prisão.

Tudo isso é reconexão com a energia vital, com o seu feminino sagrado. Porque você não precisa esperar a libido voltar. Você pode se reencontrar, se redescobrir e se amar de novas formas.

Ser mãe não é abrir mão de si, é aprender a se incluir no cuidado. Ser mulher não é carregar o mundo nas costas, é lembrar que você faz parte do mundo que deseja cuidar.

E se você que me lê não é mãe, mas tem uma mãe que passou (ou ainda passa) por esse esgotamento invisível, esse é um convite para um novo olhar. Sua mãe, talvez, nunca tenha sabido pedir ajuda. Talvez ela tenha chorado sozinha enquanto você dormia. Talvez ela tenha silenciado dores profundas por acreditar que amar era sinônimo de sacrificar. Que neste Dia das Mães, em vez de apenas presentear, você possa ouvir. Acolher. Ver. Porque toda mulher deseja ser vista além do rótulo de "mãe forte".




mulher andando na praia
Você luz, mulher! Transforme-se!

E a todas nós, mães ou não, eu deixo aqui uma bênção vibracional:Que neste Dia das Mães possamos lembrar que ser mulher é alquimia pura.É renascer mil vezes com cada lágrima, com cada ciclo, com cada decisão.Você merece ser celebrada não apenas pelo que faz pelos outros, mas por tudo o que você é – inteira, viva, sensível, imensamente sagrada.




💖 Feliz Dia das Mães a todas as que cuidam, que curam, que nutrem o mundo com sua energia feminina.Você é um milagre em movimento.


Com carinho,

Adriana Miranda

2 comentários

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Thaís Reimberg
Thaís Reimberg
12 de mai. de 2025
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Que reflexão linda, sobre vida real, sobre tantos papéis na mesma pessoa 🫶🏻

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Adriana Miranda
Adriana Miranda
14 de mai. de 2025
Respondendo a

Verdade...e às vezes nos perdemos no meio desse tanto de função! às vezes tudo o que queremos, e precisamos, são alguns momentos para não ser nada, a não ser MULHER!

Obrigada por estar aqui!

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